O homem propriamente dito deve tomar consciência de sua substância. Assim sendo, o novato passa de um grau para outro, da disciplina corporal para a disciplina emocional e daí para a intelectual. Os três grupos combinam-se para formar um desdobramento progressivo das suas capacidades e de sua compreensão. É importante notar que se trata de etapas e não terminais. A verdade aprendida é sempre proporcional ao nível de compreensão do indivíduo. - PB

Conferências Paltalk

"A fecundidade de uma palavra avalia-se não pela satisfação narcísica que ela prodigaliza, mas pela possibilidade de conversão e transformação que ela inspira; caso contrário, ela não passa de um ruído, mais ou menos agradável, que fazemos com a boca..." — Jean-Yves Leloup
"Uma coisa precisa ficar bem clara entre nós: Este novo paradigma espera por "suas percepções coronárias" sobre os processos da mente adquirida, e não as suas percepções mentais sobre as percepções de Krishnamurti, Osho ou outro nome de sua preferência."
"É preciso escutar a si mesmo, "com ouvidos mentais", ouvidos capazes de escutar cada movimento de pensamento e de sentimento, com clareza, com precisão, com razão e equilíbrio" 
Não venhais, por favor, se não sentirdes real interesse. É preferível ter só dois ou três ouvinte verdadeiramente interessados. É pura perda de tempo da vossa parte, pois já vos falo há tantos anos, e com que resultado? Por favor, não vos mostreis pesarosos por mim. Sinto que naquele centro existe algo que pode ser apreendido e compreendido, algo muito maior do que a existência física ou superficial. Eu gostaria de falar a este respeito com as duas ou três pessoas que sentem real interesse e estão em condições de o investigar. É muito difícil encontrar esses dois ou três, porquanto temos gente de toda espécie, cheia de sua própria importância, suas ambições e sua recusa a enxergar além de si próprias. Por isso, peço-vos encarecidamente que não venhais, se não sentis interesse, se não sentis um empenho ardente; porque, se tendes empenho, podemos ir muito longe e compreender, — não no decorrer do tempo, mas já. E aí é que se dá a verdadeira transformação, isto é ver uma coisa com clareza e agir prontamente. Isso, porém, requer enorme soma de paciência e observação, e integridade interior. Krishnamurti – 5 de janeiro de 1952 O problema da comunicação entre pessoas apresenta grandes dificuldades. O comungar uns com os outros a respeito de assuntos sérios requer, assim me parece, uma atenção de especial natureza. Porque, em geral, acontece que, quando tentamos comunicar alguma coisa a outro, nós mesmos não estamos vendo a coisa com clareza, e o outro não está realmente prestando atenção ou escutando; está todo ocupado com seus próprios problemas, suas próprias ânsias, seus próprios temores. Dessa forma, a comunicação se torna extremamente penosa, dificultosa. (Krishnamurti, 5 de janeiro de 1952)

Antes de mais nada, coloquemos as coisas bem claras. Estas rconferências não são um confessionário, pois não estamos a confessar uns aos outros as nossas particulares dificuldades. Estamos tentando compreender o problema em seu todo, e não conflitos individuais e locais, publicamente confessados. (1)

A participação numa conferência desta natureza requer que ambas as partes — orador e ouvintes — se achem num estado de comunhão. Devemos ser capazes dessa comunhão, isto é, encontrar-nos, de parte a parte, num estado de imensa atenção, ao mesmo tempo e no mesmo nível. Se o orador deseja transmitir algo — como vai fazê-lo — algo exige discernimento — não mera aceitação ou rejeição no nível verbal, porém profunda e íntima penetração do problema integral — vós e o orador deveis encontrar-vos e comungar no mesmo nível, com a mesma intensidade, ao mesmo tempo. De outro modo, não há comunicação. Podeis ouvir as palavras e interpretá-las de acordo com vossa fantasia, conforme vossa compreensão de uma dada língua; mas, o achar-se realmente no estado de comunhão requer que vós e o orador sintais profundamente, ao mesmo tempo, estejais em comunhão com intensidade, num nível que exija atenção completa; de outro modo, não há comunhão.

Não sei se já alguma vez estivestes em comunhão com vós mesmo. Não me refiro ao meditar, porém ao estar em comunhão, em comunicação, em contato, em intimidade com vós mesmo. Se já estivestes em contato, em intimidade, em comunhão com a vossa própria mente, vosso coração, sabereis que o estado de comunhão requer uma atenção de especial natureza. A pessoa deve ser capaz de seguir com presteza, de ver rapidamente o significado da palavra e, bem assim, a significação além da palavra. Só há possibilidade de comunhão ou comunicação, quando ambas as partes compreendem a natureza e o significado da palavra e, ainda, o alcance da palavra.

Quer-me parecer, principalmente quando se trata de assuntos que exigem muito discernimento sutileza de pensamento, rápida percepção, que é necessário, não só que estejais em comunhão com vós mesmo, mas também em comunhão com o orador. Assim, vossa tarefa, como ouvinte, é duplamente difícil, porque tendes, não só de compreender e estar em comunhão convosco, mas ao mesmo tempo tendes de ouvir as palavras sem lhes conferir especial importância, sem nelas vos deterdes. Deveis também escutar com zelo, com uma intensidade que não perverta, que não traduza, que não compare; deveis encontrar-vos, efetivamente, num estado de intensa comunhão com vós mesmo e também com o orador. Isso requer muito trabalho, é uma tarefa tremenda. Porque não estamos aqui a entreter-nos friamente sobre um assunto sem importância — sobre política ou alguma reforma social. Estamos falando sobre coisa que atinge o ente humano na própria essência de seu existir.

Aqui vamos penetrar até à raiz das coisas, indagar, investigar a substância mesma de nosso ser. E isso requer, não só que estejais conscientes do estado de vossa própria mente e coração, mas também que, a um só tempo, no mesmo nível, e com mesma intensidade, estejais escutando o que se diz. Assim, permiti-me assinalar que vossa tarefa é muito penosa. Não estais apenas ouvindo indiferentemente, e concordando ou discordando. Estamos em verdade investigando profundamente a estrutura de nossa mente e de nosso ser. E, como o estais fazendo em cooperação com o orador, com ele deveis estar em comunhão, tanto quanto com vós mesmo. Do contrário, cessa imediatamente toda comunhão, perde-se o contato entre o orador e vós... Deveis achar-vos naquele estado de atenção em que há relação direta entre nós, quanto ao que pensamos, dizemos, escutamos. Vede, por favor, que isso é muito importante, pois de outra maneira não pode estabelecer-se um estado de relação entre vós e o orador.

Se isso está bem claro, não só interiormente, mas também exteriormente, se vossa mente não se acha divagando, ou cansada, ou pensando em alguma coisa, se estais escutando — não interpretando, não comparando, não avaliando, porém escutando realmente — deveis ver que estamos fazendo juntos uma viagem às profundezas de nosso ser, onde se nos estão revelando todas as tortuosidades, todas as dificuldades, todos os problemas existentes em nossa mente e nosso coração. (2)

Estas reuniões não têm o fim de guiar-lhes, de dizer-lhes o que devem fazer, porém, antes, a sua intenção é a de libertar a mente, para que possa descobrir por si mesma o que lhe cumpre fazer, sem seguir pessoa alguma. Isto significa a quebra da tradição, o completo abandono da ideia de venerar uma certa pessoa, com o fim de achar Deus. Somos criados com a ideia de que o guru é essencial, porque é um homem que sabe e irá dizer-nos o que devemos fazer; estamos completamente imbuídos desta tradição e cumpre cortar-lhe imediatamente a raiz, para que sejamos capazes de compreender os temas que vamos examinar. Vejam, senhores, temos medo de ficar privados dos nossos guias, porque nos achamos sumamente confusos; e quando agimos, em meio à nossa confusão, aumenta-se a confusão. Mas a confusão só pode ser dissipada por cada um de nós, sendo esta a razão porque tanto importa o indivíduo compreender a si mesmo. Com a compreensão vem uma ação que não é confusa nem causadora de confusão. O autoconhecimento, portanto, é essencial, mas não o autoconhecimento que se ensina nos livros, porque isso não é autoconhecimento, de modo nenhum, e sim, meramente, vã repetição. O que tem valor não é se supor coisa alguma — que vocês são Atman, Paramatman, etc. — porém descobrir, nas suas relações, dia a dia, o que são realmente, — e isto é aprender a conhecer a si mesmo. Mas não podem aprender a conhecerem a si mesmos, se guardarem o que ontem aprenderam, porque então comparam ontem com hoje, e esta comparação destrói os novos descobrimentos. O autoconhecimento é uma cosia viva, e não um monte de trastes inúteis, trazidos de ontem.

Quando se percebe isso realmente, como é simples o que se nos mostra! E a mente tem de ser simples, "inocente" — o que significa não trazer as acumulações feitas ontem. Só essa mente pode descobrir o significado de todo este processo do viver, que atualmente é tão caótico, infeliz, violento. Eis porque é necessário compreender, desde o começo, que a vida não é uma escola onde há professor e aluno. A significação da vida deve ser encontrada no processo do viver; pois, desde que começam a acumular, estão mortos, como como um poço de água estagnada. Torna-se, pois, essencial que a mente seja como as águas correntes de um rio, sempre a fluir, o que significa que se necessita de liberdade desde o começo.(3)

O que buscamos com estas reuniões? Convém termos desde já uma noção bem clara da finalidade destas reuniões. Não devem elas degenerar, de modo nenhum, em mera troca intelectual de palavras e ideias ou exposição de pontos de vista pessoais. Não estamos tratando de ideias, porquanto as ideias são unicamente a expressão de nosso próprio condicionamento, nossas próprias limitações. Discutir a respeito de ideias, sobre quem tem razão e quem não a tem, é coisa completamente fútil. Tratemos, antes, de explorar juntos os nossos problemas. Em vez de ficarmos inativos, como os assistentes de uma competição esportiva, tomemos parte ativa, cada um de nós, nestas discussões, para vermos se podemos penetrar profundamente os nossos problemas, não apenas o individuais, mas também os coletivos. Penso que há possibilidade de ultrapassarmos os murmúrios, as "tagarelices" da mente, ultrapassarmos todas as exigências e influências mundanas e descobrirmos por nós mesmos o que é verdadeiro. E com esse descobrimento do verdadeiro estaremos aptos a enfrentar, a ficar com os numerosos problemas que atormentam cada um de nós. Assim sendo, procuremos investigar inteligentemente, com calma e cautela, a fim de apreendermos o integral significado da vida, de nossa existência — sua finalidade. E creio que só teremos essa possibilidade se formos honestos com nós mesmos, e isso é bastante difícil. Em nossa investigação, devemos desnudar a nós mesmos e não a outrem, de modo que, com nossa própria inteligência, nosso próprio exato pensar, possamos penetrar até encontrarmos algo de real valia.(4)

"O trabalho em grupo também pode ser de grande utilidade para intensificar a luz da nossa presença. Um grupo de pessoas atingindo juntas um estado de presença gera um campo de energia de grande intensidade. Isso não só aumenta o estado de presença de cada membro do grupo, mas também ajuda a libertar a consciência coletiva humana do seu estado normal de dominação da mente. Essa prática vai tornar o estado de presença cada vez mais acessível às pessoas. Entretanto, a menos que um membro do grupo já esteja firmemente estabelecido na presença e consiga sustentar a frequência de energia desse estado, a mente pode facilmente voltar a dominar e sabotar os esforços do grupo. Embora o trabalho em grupo seja valioso, ele não é o bastante e você não deve depender dele. Nem de um professor ou de um mestre, exceto durante o período de transição, quando você está aprendendo o significado e a prática da presença... A maioria das relações humanas consiste principalmente na interação das mentes umas com as outras, e não de seres humanos se comunicando, ficando em comunhão. Nenhuma relação pode florescer por esse caminho, e essa é a razão de tantos conflitos nas relações. Quando a mente dirige a nossa vida, o conflito, as lutas e os problemas são inevitáveis. Estar em contato como seu corpo interior cria um espaço de mente vazia, dentro do qual a relação pode florescer... À medida que a nova consciência for surgindo, algumas pessoas se sentirão motivadas a formar grupos que a reflitam. E eles não serão egos coletivos. Seus membros não terão a necessidade de estabelecer sua identidade por meio deles, pois já não estarão procurando nenhuma forma para definir quem são. Ainda que essas pessoas não estejam totalmente livres do ego, elas terão consciência bastante para reconhecê-lo em si mesmas ou nos outros tão logo ele se manifeste. No entanto, será preciso estar sempre alerta, uma vez que o ego tentará assumir o controle e se reafirmar de qualquer maneira. Dissolver o ego humano trazendo-o à luz da consciência — esse será um dos principais propósitos desses grupos formados por pessoas esclarecidas... Essas coletividades vão cumprir uma função importante no surgimento da nova consciência. Enquanto os grupos egóicos pressionam no sentido da inconsciência e do sofrimento, as agremiações esclarecidas podem ser um vórtice para a consciência que irá acelerar a mudança planetária."(5)

"Esses encontros não são um entretenimento filosófico, uma diversão religiosa e, de forma alguma, uma investigação filosófica da existência. Não estamos aqui - pelo menos não eu - para nos debruçarmos sobre as suas ou as minhas idéias particulares. O que estamos tentando fazer é, confrontados com essa extraordinária questão existencial, com todas as suas contradições e complexidades, encontrar a nós mesmos, encontrar um curso de ação que não seja contraditório, mas que seja pleno, completo e não produza mais agonia, mais prejuízo e confusão. Esse é o nosso problema e eu penso que o único problema da vida: encontrar uma forma de vida não fragmentada, não contraditória, mas contínua, plena, total e completa, que não traga mais desordem e sofrimento." (5)

(2) — Krishnamurti — Encontro com o eterno
(2) — Krishnamurti — O despertar da sensibilidade
(3) — Krishnamurti — Da solidão à plenitude humana - ICK
(4) — Krishnamurti - 2 de maio de 1961
(5) — Eckhart Tolle
(6) — Krishnamurti

Caro amigo(a), com isso muito mais no coração do que na mente, você é bem-vindo em nossas conferências on-line, as quais acontecem através de uma plataforma de chat com voz chamada Paltalk, toda 2ª, 4ª e 6ª Feiras das 21:00 às 23:00 horas. Se você quiser, pode baixar o Paltalk acessando o links logo abaixo, a instalação é gratuíta. Após instalá-lo crie a sua conta através de um nickname e senha para o Paltalk. Clique no link abaixo para instalar o paltalk:

http://pt-br.paltalk.com

Após instalado, você deverá fazer o login com o nickname e senha por você escolhidos. Após efetuado o login, uma tela irá surgir. Para localizar a nossa sala, bem na base inferior direita da tela do PALTALK MESSENGER, você verá os dizeres CHAT ROOMS - View All, basta clicar no botão View All que fica localizado no canto inferior a direita do paltak, ele irá abrir a lista de salas, basta seguir o seguinte caminho: Na coluna da esquerda, localize em Categoria Browser: Central & South America > Brazil Na coluna direita, procure entre as salas:

PENSAR COMPULSIVO

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Detalhe importante: Para melhor recepção do áudio, para que durante a transmissão não ocorram "PIC'S", aconselhamos que mantenha somente aberto em sua máquina o Paltak, mantendo fechado os demais programas. Sugerimos também que, ao entrar no programa LIMPE OS ARQUIVOS TEMPORÁRIOS DE SUA MÁQUINA E FECHE TODOS OS OUTROS PROGRAMAS. Se durante a reunião ocorrer muitos pic's, sai do programa e entre novamente.

Antes de entrar em nossa reunião, pedimos encarecidamente para que dê a devida atenção amorosa ao conteúdo da fala abaixo:


Sugerimos também a leitura do texto:
Krishnamurti e a visão dos "Centros de Estudos"

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O curandeiro não "faz" ou "dá" algo ao paciente, mas ajuda-o a voltar para o Todo, para o caminho da "Unidade" com o Universo; neste "encontro" o paciente se torna mais completo, e isto é cura. Nas palavras de Arthur Koestler: "Não há linha divisória nítida entre a auto-reparação e a auto-realização". - Lawrence LeShan

Observe, você não é aquilo que você pensa que é. Você não é somente aquilo que seu o seu meio ambiente lhe fez. Há mais realidade em si do que aquela que lhe é dada social e externamente. Você possui outra personalidade bastante diferente daquela que você mesmo tem certeza de que você é. — Gopi Krishna

A meditação em si, não é o Caminho. O Caminho é o CONTATO! A meditação apenas serve de meio para atingirmos o silêncio interior, onde o CONTATO é feito. — Joel S. Goldsmith

"Senhor, como uma ovelha perdida que anda de um lado para outro, procurando o caminho, também eu te procurava no exterior, quando Tu estavas em mim... Percorri ruas e praças da cidade deste mundo, buscando-Te sempre... e não Te encontrei porque em vão procurava fora o que estava dentro de mim." - Agostinho

"A paz que você procura está no silêncio que você não faz"

"Melhor seria viver apenas um único dia no aperfeiçoamento de uma boa vida em meditação do que viver cem anos de forma má e com uma mente indisciplinada.

Melhor seria viver apenas um único dia na busca do entendimento e da meditação do que viver cem anos na ignorância e na imoderação.

Melhor seria viver apenas um único dia no começo de um diligente esforço do que viver cem anos na indolência e inércia.

Melhor seria viver apenas um único dia pensando na origem e na cessação do que é composto do que viver cem anos sem pensar em tal origem e cessação.

Melhor seria viver apenas um único dia na percepção do estado Imortal do que viver cem anos sem tal percepção.

Melhor seria viver apenas um único dia conhecendo a Doutrina Excelsa do que viver cem anos sem conhecer a Doutrina Excelsa". — O Buda, dos DHARMMAPADA

Velai incessantemente para que não haja em vosso coração nenhum pensamento, nem insensato, nem sensato: não tardareis a reconhecer os estrangeiros, isto é, os primogênitos dos egípcios. — Hesíquio, o Sinaíta (Século VIII)