O homem propriamente dito deve tomar consciência de sua substância. Assim sendo, o novato passa de um grau para outro, da disciplina corporal para a disciplina emocional e daí para a intelectual. Os três grupos combinam-se para formar um desdobramento progressivo das suas capacidades e de sua compreensão. É importante notar que se trata de etapas e não terminais. A verdade aprendida é sempre proporcional ao nível de compreensão do indivíduo. - PB

Nenhum mestre pode completar a jornada para o aluno - parte 4

Dentro da consciência de cada um de nós existe algo. É impossível revelar a verdadeira natureza disso, exceto interpretando como um pequeno botão, quase como um fresco botão de rosa. Ao virem até mim alunos, posso às vezes sentir algo neles, como um pequeno botão fechado em suas consciências, e sei que trata-se da sua natureza espiritual, o Cristo ou a divindade deles.

No oriente o ensinamento é simbolizado pelo Lótus. Se o Lótus se abre, representa um maior grau de iluminação espiritual, e pode-se observar em todo o Oriente, a arte com figuras representando o alcance da consciência espiritual, uma figura sentada ou em pé no meio da Flor de Lótus. Interpretado espiritualmente significa que eles criaram raízes, cresceram e se estabeleceram na Divina Consciência.

Com frequência vejo um pequeno botão na consciência de um indivíduo, e se o relacionamento do aluno com o mestre continua, posso observar que ele se abre e desenvolve-se, até que se torne uma flor desabrochada.

Alguns de nós não temos humanamente um mestre espiritual, ou nunca conhecemos algum, mas embora nenhuma ser iluminado jamais passou pela nossa consciência, todas as grandes luzes espirituais do passado permanecem ativas, e são tão acessíveis para você ou para mim, da mesma forma que um mestre vivo aqui e agora. Existem muitas pessoas que contataram um mestre inteiramente em sua consciência. Isso não significa que essas pessoas receberão a luz por si mesmas. Ninguém pode fazer isso. A luz é desertada por alguém que é Luz, tenha ou não contato na experiência humana, ou podem ter sido sempre cônscios da sua existência.

Se nos fosse necessário encontrar um mestre ou até mesmo contatar algum plano interno, que seria um instrumento para nos trazer sabedoria, ele iria aparecer. Quando estamos em meditação, nos voltamos para o EU que somos, a Fonte, e recebemos tudo que é necessário do Infinito.


Essa é a forma correta pela qual a sabedoria chega, desenvolvendo e revelando. Algumas vezes ela nos guia para um livro no qual encontramos aquilo que vínhamos procurando, mas isso acontece porque ainda não estamos completamente sintonizados para receber diretamente da Fonte. Existem outros momentos, quando as grandes luzes espirituais do passado nos servem de mestre. Deus nunca dá por acabada a atividade do iluminado espiritual, e essa iluminação é alcançável agora e está atuando na Terra, inspirando, ensinando e auxiliando a todos os que se voltam a Deus.

Por exemplo: hoje sou um instrutor revelando a Verdade, mas se amanhã acontecer aquilo a que chamamos "morte" e minha presença física deixar este mundo, isso não me levaria embora. Meu EU permaneceria aqui, o que acontece com meu corpo físico faz pouquíssima diferença porque o EU em mim permanecerá aqui e poderá continuar a instruir. E aqueles que buscam por esse ensinamento, percebem que não há morte, que estamos separados apenas pela visão física, mas não pela comunhão real. 

Se acreditamos realmente na imortalidade, sabemos que Lao-Tse, Guatama, o Buda, Jesus e João permaneceram atuando, mas por não podermos alcançar nada que esteja fora da nossa consciência, nela é o único lugar onde esses seres podem atuar: eles não podem estar no céu, nem no espaço. É perfeitamente possível, todavia, para qualquer grande mestre ser nosso guia, até o momento de termos completo acesso à Fonte, que fluirá por Si Mesma, sem nenhuma mediação. 

Muitas pessoas recebem comunicação em sua jornada, sem conhecimento de que tem um mestre, porque os mestres não se anunciam, ou revelam-se a si mesmos. Eles simplesmente trabalham através da consciência do indivíduo num sentido completamente impessoal. Seja porque já estejamos tocando o EU ou se é uma meditação, não é importante. Se as revelações vem através de um mestre, os buscadores devem se encaminhar para a Fonte, não para o mestre, mas através dele. Nunca poderá ser um Mestre se não for Um com a Fonte. 

Existe um vínculo invisível nos conectando com cada ser espiritual, pessoa, atividade, pensamentos e coisas no mundo inteiro.  Através dessa percepção, nos conectamos instantaneamente com a consciência espiritual, de todos os que viveram através dos tempos. Instantaneamente nos conectamos com a consciência espiritual de cada um que esteja atuando na Terra, e com todos aqueles que ainda estão por vir. 

Cada um existe aqui e agora. Mas onde, é aqui? estamos falando de um aposento, ou sobre a consciência? O EU em nós nunca pode estar ou ser circunscrito a um aposento. O espaço onde se encontra nosso corpo está em nossa consciência. É o que nos faz conscientes disso. Então, se estamos conectados com os mestres inspirados de todos os tempos, nós os temos conosco neste momento em nossa consciência

Neste ponto, abre-se uma tremenda revelação. Nunca estamos sós. Assim como atraímos as companhias que merecemos, num determinado momento em nossa vida invisível também há companhia. Assim como Jesus pode sacralizar-se em Moisés e Elias, que tinha-os como grandes mestres e profetas, assim nós temos hoje nossos companheiros no caminho espiritual. Você tem os seus e eu tenho os meus — e, se estivermos despertos para a percepção de que nenhum deles morreu, eles estarão conosco e nosso próprio mestre estará dentro de nós. Seu mestre pode ser um homem ou uma mulher vivendo num parêntese, ou pode ser uma Presença e um Poder invisível. Assim é a vida mística. 

Essa comunhão é sempre com o divino estado de consciência, não com a consciência humana existente neste plano. Independente de quantas gerações possam ter decorrido, a possibilidade de contato simplesmente existe, e mesmo possuindo uma forma diferente, a situação não muda. Não estamos limitados ao corpo; não existimos apenas fisicamente, mas como o EU que somos. Aquele que sabemos que somos. 

Se desejo me comunicar com você, fecho meus olhos, esqueço a aparência e mergulho no fundo da minha consciência. Então encontro o EU que você realmente É — a Alma, o divino Filho de Deus, o EU que vive no seio do Pai e nunca o deixou. Não necessitamos ir muito longe para nos voltarmos para o EU, a fim de receber as comunicações da Verdade e Sabedoria vindas da Fonte, porque o EU É UM COM A FONTE. na mesma cadeira em que estamos sentados existem dois, o Pai e o Filho — Deus, o Pai e Deus, o Filho. Temos apenas de voltar-nos para o íntimo, e o EU que é o Pai, passa a revelar-Se a Si mesmo, Sua Verdade, Sua Sabedoria. 

Porém, essas comunicações não nos vem em forma de palavras ou pensamentos, pois isso não faria nenhuma diferença: elas surgirão como efeitos. Não temos consciência de coisa alguma acontecendo, mas quanto mais nos aprofundamos internamente, permanecendo em estado de receptividade, estaremos seguros de que algo irá acontecer no plano visível.

Não devemos nos esquecer que não temos de sair procurando por mestres, nem dar voltas e voltas em nossa mente para encontrá-los. O que devemos fazer é buscar o Reino de Deus, desejando a Sua Consciência e Sua Compreensão, e se isso for para nos levar através da Inspiração Divina, com certeza seremos encontrados. Não é necessário conhecermos a identidade daqueles que estão destinados a nos guiar. 

Existe muitos homens e mulheres inspirados e iluminados na Terra, que desconhecem a identidade ou a fonte individual de sua inspiração e força. Outros conscientemente estão cônscios de específicas identidades, mas nunca soube de alguém que teve o despertar alcançado pela procura. Foi a Graça de Deus que trouxe esse despertar. 

Se procuramos iluminação em algo que não seja Deus, certamente cairemos na idolatria. Mas, se procuramos em Deus, e a resposta vem através de um instrumento d'Ele, através de um iluminado de Deus, não há idolatria e não há personalização nisso. Se compreendemos que os mestres são simplesmente aqueles indivíduos que, através do seu preparo espiritual foram iluminados por Deus, nós não os adoraremos; vamos apreciá-los e ser gratos a eles por serem instrumentos através dos quais Deus se apresenta a nós. Se os olharmos como seres separados ou apartados de Deus, provavelmente estaremos cometendo um erro adorando-os como mestres, o que nos levará a problemas, porque adoramos mestres humanos neste plano, ao invés de compreender qual a função deles e o que os torna mestres. 

Mestres não são mestres por si mesmos, são mestres porque tiveram uma preparação , que os transformou em transparências através das quais Deus e a Verdade se revelam à consciência humana. Quando compreendermos mestres nessa luz, seremos gratos a eles pela vida que levaram, mas não poderemos ir longe se nos determos em adorá-los. Quando eles partirem desta existência, saberemos que a Verdade não se foi com eles. Melhor ainda, se compreendermos que, apesar de tudo, a Verdade nos chegará do íntimo de nosso ser, ou se ainda não tivermos chegado a esse estado, um outro instrutor ou mestre virá até nós.

(...) O verdadeiro instrutor sabe que o EU era antes de Abrão e que esse EU está com ele até o fim do mundo. Se não estamos aptos para ver esse mestre ou esse EU com nossos olhos humanos, não importa, porque o EU não é algo físico: o EU é Espírito; EU é Consciência; EU é Vida Eterna, e quando pudermos compreender isso, se o EU do mestre é físico também não importa, porque o EU sempre estará onde estivermos, até o fim do mundo, até o final dos tempos.

O EU estará onde estamos, uma vez que p EU do mestre é o EU em nós; podemos ter o EU individualizado conosco, onde quer que estejamos, através do conhecimento de que o EU do nosso ser está onde o EU do mestre está: somos inseparáveis e indivisíveis.

Num certo momento, quando todos os requisitos necessários estiverem preenchidos, a luz da Consciência do mestre iluminará o aluno, e então ele segue para o completo despertar da sua verdadeira identidade e tem a experiência transcendental. Quando esse estado se instala, o aluno se torna livre e independente como o mestre, e na plena percepção de sua identidade e da identidade de cada homem, mulher e criança no mundo.

Através da visão do desenvolvimento espiritual, vemos o coração do indivíduo e o coração da natureza: o coração da folha, da flor, e até o coração da pedra. Não existe coisa alguma que seja matéria morta. Tudo vive e respira, e tudo tem uma alma. existe alma nas pedras, alma nas árvores e essas almas são uma única Alma interpretada em diferentes níveis. Observando materialmente, uma pedra é uma pedra. Vendo espiritualmente, uma pedra é realmente uma pequena centelha de Deus — uma jóia, uma gema — e curiosamente é incorpórea. Tem forma, estrutura, cor e beleza, mas não tem densidade. Assim como a árvore: ela tem forma, luz, beleza, cor, graça, mas não tem densidade quando a observamos através da Consciência transcendental.

Nenhum homem por si mesmo pode outorgar o Santo Espírito para o outro, mas apenas como instrumento de Deus, o mestre se torna a transparência através da qual Deus alcança a consciência humana, eleva e purifica, libertando-a do estado de imobilidade para o estéril, e do estéril para o fértil.

Joel S. Goldsmith

Nenhum mestre pode completar a jornada para o aluno - parte 3

Uma função do instrutor espiritual é revelar os princípios com os quais o aluno deve trabalhar, na sua devida ordem, a fim de que conscientemente tenha compreensão do Divino (Perene Consciência Amorosa Integrativa). Jesus deu a seus discípulos um caminho onde eles necessitariam orar por seus inimigos, orar por todo aqueles que os ofendiam, orar em segredo, dar esmolas em segredo e perdoar até setenta vezes sete. Os seguidores de Jesus esperavam por seus ensinamentos na prática, à medida em que Ele difundisse certos princípios. Assim como hoje, um mestre de sabedoria recebe suas próprias revelações espirituais e as revela a seus alunos. Se esses ensinamentos não são valorizados, porém, são meramente instruções de mestre para aluno. Elas somente se tornam importantes e efetivas quando o aluno as põe em prática

Algumas pessoas pensam que a razão e a lógica são suficientes para atingir a vida espiritual, mas tenho aprendido através do tempo que nenhum ensinamento espiritual pode ser partilhado intelectualmente.  A leitura de livros apenas, não dará para a maioria dos buscadores a real aquisição de um verdadeiro ensinamento, a menos que as pessoas estejam sintonizadas espiritualmente. 

Apenas através da consciência a Verdade pode ser partilhada: é por essa razão que deve-se devotar tanto tempo à meditação, tanto da parte do mestre, como do aluno. Se o aluno liberta a si próprio do raciocínio comum, colocando a mente na área da consciência, onde as faculdades intuitivas tem um seu lugar, ele pode compreender e discernir o que o mestre está comunicando. De outra forma, estará apto a ouvir apenas com seus ouvidos físicos, e tentando assimilar com eles, assim a mensagem espiritual se torna incompreensível. 

Após serem revelados os princípios com os quais o estudante deve trabalhar, a segunda função do mestre espiritual é a de abrir sua consciência, a fim de que um caminho seja encontrado por ele próprio, para chagar ao âmago do próprio ser, onde Deus Se revela Deus não discrimina pessoas. Deus não escolhe dentre toda humanidade um Lao-Tse, Buda, Shankara, Jesus, João e Paulo, esperando que todo o restante do mundo se sente aos seus pés. Não, o mundo senta-se aos pés do iluminado para prender como ele se tornou uma luz, e como fazer para se tornar também.

Se o aluno é fiel, o mestre espiritual pode abrir sua consciência para a receptividade do Pai em seu íntimo, mas apenas quando efetivamente a Experiência Divina acontece. Algumas pessoas recebem a luz espiritual muito rapidamente, outras mais lentamente, dependendo do seu desenvolvimento individual: quanto maior for sua formação, quanto mais preparado estiver para abandonar a mente racional, repleta de pensamentos e questionamentos, e quando estiver pronto para sentar-se aos pés do mestre, receberá a partir daí cada vez mais.

Durante esse tempo não há o que possa ser perguntado ou respondido através da mente que poderia aumentar sua compreensão espiritual, não acrescentando sequer um "iota". No início é natural para os alunos fazer perguntas, as quais, quando respondidas, provocam em alguma medida, corretas ou falas impressões, e o aluno pode nutrir algo na memória de sua consciência que o prepara para a experiência espiritual. O mestre dá respostas às questões dos alunos, mas a continuidade das respostas às questões significa que o aluno não atingiu a compreensão profunda, e sua atenção deve ser atingida, não às perguntas respondidas, mas para dentro, para o mais profundo de sua consciência, até que encontre a "pérola".

Nenhum mestre evita responder questões que irão clarear o significado da mensagem, mas, uma vez que o aluno atingiu o verdadeiro contato com sua Fonte, as questões raramente acontecem. Se Deus o envolve nessa experiência, ele permanece sem questionamentos, sem nenhuma dúvida sobre o que deve fazer ou como. Ele não está preocupado tentando compreender o que é pecado, ou sobre ser guiado para o que fazer ou não fazer. Se ele compreender como essas coisas são de pouca importância, nunca permitirá que perturbem seu pensamento. Ele apenas se ocupa em seguir a luz que está dentro dele.

Uma vez que a comunicação espiritual não vem através da mente humana ou das faculdades racionais, não há mais razão a perguntas no desenvolvimento da consciência espiritual, é porque na confusão de ensinamentos errôneos, que foram adquiridos desde a mais tenra idade, eles continuarão a ser um quebra-cabeça até que sejam esclarecidos. O dia chegará, quem sabe, quando o aluno perceber que todas as perguntas, juntamente com as respostas, são absolutamente sem valor, à medida em que o desenvolvimento espiritual acontece.

O desenvolvimento espiritual acontece através da experiência de Deus, não nas perguntas e respostas. Através da meditação, o mestre trabalha a elevação da consciência do aluno, tornando-o livre. Não se trata de saber ou não saber as respostas às questões feitas pela mente humana: trata-se de atingir a consciência espiritual. O verdadeiro ensinamento começa quando a atitude do aluno é: "Não tenho mais perguntas e tudo o que quero agora são respostas, que vem de Deus". Quero aquelas que vem através da inspiração, seja de um mestre ou diretamente do Espírito de Deus dentro de mim.

No momento em que essas respostas são recebidas, o aluno satisfaz sua mente de fazer perguntas. Esse é o único método pelo qual se pode dispensar suas indagações, ceticismos e dúvidas. Mas ele deve desembaraçar-se disso tão logo for possível, para então entrar na fase de sua jornada espiritual, que será apenas um degrau de pré-início. Mesmo o início da sabedoria espiritual só é atingido quando as questões estiverem fora do caminho e o aluno estiver completamente esvaziado de perguntas, para poder declarar: "O passado se foi. Não estou interessado no que fui até agora, em pensamentos e crenças. Não estou interessado em respostas e perguntas — importo-me apenas com a experiência de Deus. Preencha-me; preencha-me com a sabedoria espiritual; preencha-me com a Presença e o Poder de Deus",

Com essa atitude, o aluno penetra no estágio inicial — O primeiro Degrau. Então, pela Graça de Deus que lhe foi dada, o mestre pode comunicar não apenas sabedoria espiritual, mas consciência espiritual. Cedo ou tarde, o caminho se abre e o aluno receberá suas próprias instruções vindas de dentro. A mesma luz que veio para cada místico pode vir para ele; a mesma verdade que foi revelada a cada místico poderá lhe ser revelada. A Verdade em essência é a mesma, mas vem em diferentes linguagens e em diferentes graus, para cada pessoa.

A Verdade veio para centenas de pessoas, mas sempre vem individualmente. Como Deus falou através de Gautama, o Buda, Lao-Tse, Shankara, através de Jesus, João e Paulo, então Deus pode falar através das palavras de cada ser realizado n'Ele. E quando o aluno contata Deus, a Verdade surge através dele.

O ensinamento que é partilhado sem palavras e sem pensamentos é verdadeiramente o único que realmente existe. Existem estudantes do Caminho Infinito que aptos (prontificados) recebem esse ensinamento, e passam longos períodos de completo silêncio, no qual nenhuma palavra é proferida, que nenhum pensamento ocorre, é que a mensagem é transmitida a eles.

Nesse estado em que não há nenhuma conversa entre o mestre e aluno, qualquer comunicação necessária entre ambos acontece na área da consciência, que na realidade é a área da comunicação espiritual. Não é necessário falar ou pensar quando duas pessoas estão sintonizadas, mas não podem se harmonizar por algo em comum de caráter humano  somente pelo conhecimento do EU SOU. Quando não entram os sentidos, seja na comunicação ou na receptividade, aí acontece o verdadeiro ensinamento. Tudo se realiza inteiramente no plano espiritual. Quando o Absoluto é encontrado e o aluno eleva-se com seu mestre até a Consciência Divina, o mero sentido humano da verdade se esvai.

O mestre espiritual não é um paranormal ou vidente. Nunca invade a mente do aluno, nem tenta influenciá-lo através do pensamento, mesmo que seja com o bem. O trabalho do mestre é puramente espiritual, para que ele faça contato com Deus, deixando que aconteça no momento certo. O destino definitivo do aluno é a realização em sua própria consciência. Realmente ele recebeu benefícios de seu mestre, do ensinamento ou dos livros. Todavia, os livros não produzem tal realização, são meras ferramentas, instrumentos que funcionam antes de se mergulhar em períodos de meditação contemplativa. Quando se está em prece, em comunhão consigo mesmo em seu santuário interno, a transição se instala, a Palavra é ouvida e finalmente a indissolúvel união é revelada.

Se o mestre está em união consciente com Deus, e o aluno está sintonizado com sua consciência, cedo ou tarde esse aluno terá de algum modo uma experiência. Pode ser uma experiência na qual ele tenha uma verdadeira percepção da Presença de Deus. Se for cristão, pode ser o reconhecimento de uma Presença que ele identifica como Jesus; se for budista, pode identificá-la como Buda; mas sempre é a mesma Consciência revelando-se de formas diferentes. Até mesmo em pensamento pode, aparecer como uma pessoa. Será Deus se revelando, e o que o aluno conclui é simplesmente a aparência daquilo que mais se aproxima de sua ideia de um mestre espiritual.

O mestre espiritual faz contato consciente com Deus, e se o aluno está suficientemente sintonizado, essa união consciente pode um momento aparecer ao estudante, como uma experiência mística, na qual contemplará alguma forma de Realidade que será traduzida de acordo com seu próprio estado de consciência. Através do contato que o mestre tem com Deus, o aluno recebe essa experiência e sua iluminação, mas nenhum mestre pode fazer isso por ele. Aquele que estiver ansiando, desejando ou apenas tentando fazer isso através de meios mentais, irá apenas se frustrar, podendo ser conduzido ao perigo. A Verdade partilha-se à si mesma, através da consciência do mestre, e quando o aluno está receptivo, o ensinamento é recebido. Mas devido a essa comunicação não ser recebida pela mente, mas sim pela Alma, o aluno não se encontra apto a fazer um rígido exame sobre ela. A única maneira de saber o que se está recebendo é pela luz que brilha em sua face e pelos frutos do Espírito que surgem dessa experiência.

Joel S. Goldsmith

Nenhum mestre pode completar a jornada para o aluno - parte 2

Dar e receber instrução espiritual é um ato sagrado e isso deve ser um comprometimento de ambos, alunos e mestre com a máxima dedicação e consagração. A verdadeira instrução espiritual só começa quando o aluno está apto a se voltar a Deus (Perene Consciência Amorosa Integrativa) com toda receptividade, a fim de poder escutá-Lo; ou, quando o aluno encontra seu mestre ou seus ensinamentos sem questionamentos, sem nenhum desejo, a não ser: "Que a Verdade se revele a mim". 

A correta atitude do aluno é a de sentar-se aos pós do mestre, sem questionamentos, mas quase como uma súplica "Dê-me a compreensão de Deus! Revele-me Deus!; revele-me a Verdade". Ao se sentar em silenciosa expectativa, confiança e segurança, o mestre terá condição para deixar que a palavra de Deus (Perene Consciência Amorosa Integrativa) atravesse a consciência do aluno, e então, não será um mestre falando, não um homem ou uma mulher, mas o verdadeiro Espírito de Deus. 

No oriente esse tipo de ensinamento era conhecido por séculos antes da era cristã. Nesse sistema há um mestre que atingiu alguma medida de sabedoria espiritual — um pouco mais, um pouco menos — e que senta-se em silêncio em sua caverna, em seu retiro na montanha ou à beira de um rio e, gradualmente, atrai aqueles que se sentem atraídos para ele. Estes, então, tornam-se o grupo de discípulos. Ele se sentarão em torno do mestre, virão dia após dia para um encontro, e algumas vezes permanecem por duas, três ou quatro noites e dias, ou até por anos, dormindo ao relento se necessário, até que alguma medida de luz penetre em sua consciência. 

Existem outros mestres na Índia que fundaram ashrams, ou estabeleceram pequenos templos ou lugares de adoração, onde os alunos podem ir, imbuídos por um impulso interno. Com certeza não há nenhum anúncio sobre isso, nem se procuram alunos para esses ensinamentos (atração ao invés de promoção). Pessoas às vezes atravessam milhas e milhas para apenas passar uma semana ou duas com um determinado mestre. Algumas vão e retornam com o mesmo mestre por muitos anos, porque, ainda hoje, apesar do rádio e da televisão, existem pessoas, particularmente no Oriente, que não acreditam que a Verdade pode ser partilhada ou absorvida num movimentado final de semana. Por isso, eles dispensam normalmente três, sete ou mais anos com seus mestres. 

Quando o aluno se vê na presença de um mestre espiritual, se orou séria e honestamente para permanecer com seu mestre ou ensinamento, estará na presença de alguém que, apesar de ter pouca instrução para oferecer, pelas horas de meditação e união com Deus (Perene Consciência Amorosa Integrativa), será como uma transparência do Espírito que se revela através dele, seja por palavras, pensamentos ou em completo silêncio. De qualquer forma, a instrução está sendo dada, pois, se o aluno estiver receptivo, receberá essa dádiva. 

Então, o trabalho é primeiramente a meditação, com ocasionais partilhas da Verdade, por parte do mestre, que o aluno pode se utilizar nas meditações até atingir o grau de compreensão de algumas dessas verdades. 

Se a mente do aluno vive num estado de questionamento e disputa, se ele duvida ou ainda não reconheceu seu mestre, não pode aceitar suas instruções. A Verdade só pode ser recebida quando o aluno chega ao ponto de humildade de admitir: "Sinto-me vazio; não sei nada. Preencha-me". Então, quando ele vai à presença de seu mestre ou busca por seus ensinamentos, estará preparado a aceitá-lo humildemente e sem argumentos (conteúdo da mente adquirida), porque algo internamente diz que essa é a Verdade e precisa seguir esse Caminho. 

Nenhum aspirante ao Caminho Espiritual poderá ser influenciado a seguir determinado ensinamento por que seus amigos assim o fizeram, estão entusiasmados por ele, ou porque parece ser bem sucedido e popular. Ninguém deve ter pressa em seguir seu mestre ou ensinamento. É preferível que a pessoa aguarde até que haja uma convicção interna de que encontrou o caminho correto e que não voltará atrás. Então, quando lhe é revelado que esse é o seu caminho, ele o seguirá, mesmo que se torne uma grande dificuldade.  

Quando um aluno encontra seu ensinamento espiritual deverá abandonar todos os demais, e ser tão sincero com esses ensinamentos e seu mestre, da mesma forma que deseja que o mestre seja com ele. Um discípulo tem o direito de esperar de seu mestre completa e total devoção a Deus, e também toda a assistência que puder oferecer ao seu desenvolvimento: mas ele deve ter a mesma devoção a Deus, ao seu mestre e ao ensinamento, abandonando todos os outros, apegando-se apenas a ele. 

Ninguém poderia montar dois cavalos numa corrida. Nunca será bem sucedido. Jesus advertiu que haveriam muitas pessoas que colocariam sobre si o Manto, elevando-se a si próprios como o Cristo. Há muitos instrutores desfilando sobre a bandeira da Verdade que não tem compreensão alguma, ou absolutamente nenhum relacionamento com Ela. Ninguém pode dizer ao outro quem é. O aluno deve permitir que o Espírito em si saiba se o mestre com quem está trabalhando "é aquele que deveria ser". 

(...) Ninguém pode decidir por outros quais mestres ou quais ensinamentos são verdadeiros ou falsos. cada um deve perceber intimamente e medir o que lhe é oferecido., diante da prova de uma verdade irrefutável. Pelos frutos do ensinamento e através da vida do mestre, cada um vai definir qual ensinamento lhe serve, mas ninguém poderá trabalhar com dois, três ou quatro ao mesmo tempo. O mestre convocou seus discípulos para deixar seus vínculos — deixar seu passado, deixar tudo aquilo pelo qual estava convictos, deixar tudo que os precedia — para segui-Lo  e torná-los pescadores de homens. 

Quando uma pessoa volta-se a Deus (Perene Consciência Amorosa Integrativa), tem que ser com total entrega e completa devoção. No início isso não é possível porque todos tem algumas convicções religiosas, mesmo que de caráter ateístico. O aluno que se volta para a Verdade, descobre que muitas de suas crenças anteriores eram ensinamentos humanos errôneos ou interpretações de ensinamentos, e, os seguia, era por obediência cega e ignorante. Então, quando se volta para a Verdade, choca-se ao descobrir que não pode continuar a aceitar algumas de suas mais caras crenças, pois, para a sua percepção esclarecida, não são verdadeiras. Para deixar algumas ele se submete facilmente, porém com outras ele ainda se apega com grande tenacidade. 

A entrega de tudo o que o aluno tem de mais sagrado, muitas vezes se estabelece contra suas convicções internas, contra a fé e crenças que estavam arraigadas por anos e anos. Ele encontra dificuldade em abandoná-las, e, embora continue tentando compreender o novo, permanece ainda apegado ao velho

O caminho da Verdade não é fácil. Não é fácil ser um buscador de Deus, porque ao final temos de nos despojar de todas as nossas queridas convicções, para que chegue o novo dia em que acontecerá a grande descoberta de que Deus está dentro de nós

Joel S. Goldsmith

PS - Negritos e itálicos por parte do blogador

Nenhum mestre pode completar a jornada para o aluno - parte 1

"E todos serão ensinados por Deus"- João 6:45


Todo o trabalho do caminho espiritual é dirigido para o desenvolvimento de uma consciência mais elevada do que aquela que se expressa pelo intelecto humano. No início, quando não havia o conhecimento do bem e o mal (dualidade), o homem vivia na Divina Consciência (Perene Consciência Amorosa Integrativa), mas após o que é conhecido como a "Queda do Homem" (a identificação com a mente adquirida), ele passou a ter consciência de si mesmo (processo formador de imagens separatistas). O homem ainda não possui a Consciência do Pai (Perene Consciência Amorosa Integrativa), ele tem uma consciência de morte, como todos aqueles que estão sob a crença universal em dois poderes (dualidade, ilusão de separatividade). A proposta do trabalho no caminho espiritual (novo paradigma), é sobre o retorno do homem para um estado de consciência divino (Perene Consciência Amorosa Integrativa). 

Em alguns casos, a dádiva da mente que estava em Jesus Cristo desperta a mente a mente de um indivíduo quando, através de algum ato de Graça dentro dele, o Mestre — não estou falando agora do homem: estou falando sobre o Mestre, a Divina Consciência —toca um indivíduo e atua nele, sem ajuda de um instrutor ou de um ensinamento. 

Paulo que recebeu sua iluminação trinta anos após a crucifixão de Jesus, não teve um mestre para levá-lo à transformação espiritual que se firmou nele. Seu instrutor religioso, Gamaliel teve a escola da teologia hebraica, mas provavelmente com pouco conhecimento espiritual, sendo que o Poder Espiritual parecia estar completamente ausente nele. Então, esse Saulo de Tarso, que estava fora, em missão de perseguir, ajudando a matar cristãos, esse Paulo, um dos mais bem educados e treinados em erudição religiosa, mas aparentemente sem nenhum traço espiritual, recebeu a iluminação de dentro dele mesmo, sem ajuda de um mestre ou de um ensinamento de outro plano

Paulo recebeu seu ensinamento e iluminação diretamente do próprio Espírito do Cristo (Perene Consciência Amorosa Integrativa), mas isso não ficou bem testemunhado. Por causa da sua identificação com o movimento judaico nos dias do Messias ele atribuiu a sua iluminação ao homem Jesus que apareceu para ele e o instruiu. Isso aconteceu porque a consciência de Jesus na época foi o instrumento dessa iluminação, como no caso de João que clamava que havia recebido instruções de Jesus Cristo, mesmo após cinquenta anos da Sua Crucifixão. 

Gautama, o Buda, passou de mestre para mestre por sete anos ou mais; e quando havia absorvido algo de cada um, somente quando apartou-se de todos esses mestres e passou a procurar dentro de si próprio, foi que teve a experiência de completa iluminação, sob a árvore Bodhi. 

Sem ajuda de um instrutor ou ensinamento, esses homens indubitavelmente receberam sua iluminação através da própria devoção interna, na procura da Verdade. Eles estavam plenamente cientes (prontificados) de que sem uma mente iluminada o homem espiritualmente não é nada: mas com ela, ele é Tudo

Existem duas maneiras de receber instrução no caminho da iluminação, mas sempre esses ensinamentos envolvem um desenvolvimento progressivo feito por etapas (processo). Uma forma é aquela em que há uma ligação direta com Deus (Perene Consciência Amorosa Integrativa) para com a consciência do discípulo, a forma pela qual Gautama, o Buda, Jesus, João e Paulo foram abençoados. A outra maneira é através do contato direto com um mestre e seu ensinamento, através de seus escritos (Krishnamurti, Osho, Ramana, etc.) Em qualquer caso, se a instrução for de natureza verdadeiramente espiritual (sem a intromissão da mente adquirida) , será Deus (PCAI) revelando-se a Si Próprio. 

Vindo sob certo grau de desenvolvimento da mente que também estava em Jesus, foi por séculos a atividade de mestres que trabalhavam com seus discípulos. E estes, através do ensinamento e aplicando verdades específicas mais o contato com a consciência do mestre, iam gradualmente obtendo a luz e o poder espiritual até finalmente atingir a superação final (a libertação do passado, dos condicionamentos, da memória). 

Ninguém pode atingir a iluminação espiritual por escolha. Se fosse possível, provavelmente aqueles que se ocupam com os grandes recursos financeiros, seriam os primeiros a recebê-la, porque se estivessem interessados em encontrar Deus, poderiam procurar por um instrutor espiritual e conseguir que este desse a eles toda a instrução necessária até atingir a sua meta. Iluminação espiritual, porém, não pode ser adquirida através do dinheiro.

Nenhum mestre jamais escolhe um discípulo por qualquer razão humana: seja porque tem dinheiro, tempo, ou porque ele pode ser um bom amigo. O mestre conhece a consciência do aluno e o guia incessantemente, cuidando e esperando pelos sinais (defunto bom) que indiquem que está na hora de uma preparação, não apenas para receber a Graça Divina (libertação do passado), mas também que tem capacidade de permanecer n'Ela. 

A não ser que uma pessoa seja uma das poucas aptas (prontificadas) a receber a Graça, sem a ajuda de um instrutor humano, indubitavelmente chegará um tempo em que será necessária a presença física do mestre. Diz-se que quando o aluno está pronto o mestre aparece. Isto não quer dizer que é quando o aluno pensa que está pronto; não tem nenhum relacionamento com o que o aluno pensa. Isso significa o momento em que realmente o aluno está pronto. 

Mas quando o aluno saberá que está pronto? Quando o Mestre aparecer e lhe der um tapinha no ombro. Até aí o discípulo não tem nada a fazer a não ser permanecer consigo mesmo, em companhia interna, aceitando toda a orientação que vier e que ele sinta que seja correta, orando para que o dia da iluminação aconteça. Nesse dia o mestre vai se regozijar antes que o aluno o faça, e normalmente ficará aguardando que ele compreenda. Daí vem uma experiência que na vida humana é chamada "amor à primeira vista". É quando o mestre reconhece o discípulo e o discípulo reconhece o mestre. 

É possível às vezes que um mestre espiritual julgue mal a prontidão do aluno. Provavelmente não teria Jesus calculado adequadamente a prontidão a respeito de seus doze discípulos, mas Ele tocou aqueles que estavam mais próximos de estar prontos, mesmo assim nem tanto. Dois ou três deles saíram-se razoavelmente bem e essa é uma boa porcentagem. Temos que lembrar que Ele entrou em contato com um limitado número de pessoas, muitos deles ignorantes, iletrados e certamente não treinados em assuntos espirituais. Fossem todos essênios, provavelmente esses discípulos teriam compreendido melhor os ensinamentos, porém não eram. 

É difícil, quase impossível para qualquer mestre dizer: "Você é perfeito. Você está próximo de atingir a completa realização". O máximo que um mestre pode fazer é sentir quando o aluno está pronto (defunto bom), não que ele esteja no caminho de uma auto-realização ou a caminho de atingir os ápices da realização espiritual, mas que demonstre todas as qualidades necessárias para alcançá-la, ou então, que esteja claro para o aluno se vai ou não atingir seu objetivo. 

Nesse ponto dá ao aluno tudo o que tem para dar, e permanece com ele até estar apto (prontificado) para completar a jornada. Nenhum mestre pode completar a jornada para o aluno: pode apenas aceitá-lo, elevá-lo, ajudá-lo a desenvolver o discernimento (do óbvio), e, no devido tempo, quando estiver internamente instruído, dar-lhe a iniciação. O estudante, trabalhando com o mestre pode avançar muito, mas se ele poderá atingir a completa medida numa vida é algo que ninguém pode prever.   

Joel S. Goldsmith 

PS - Grifos e itálicos por parte do blogador

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O curandeiro não "faz" ou "dá" algo ao paciente, mas ajuda-o a voltar para o Todo, para o caminho da "Unidade" com o Universo; neste "encontro" o paciente se torna mais completo, e isto é cura. Nas palavras de Arthur Koestler: "Não há linha divisória nítida entre a auto-reparação e a auto-realização". - Lawrence LeShan

Observe, você não é aquilo que você pensa que é. Você não é somente aquilo que seu o seu meio ambiente lhe fez. Há mais realidade em si do que aquela que lhe é dada social e externamente. Você possui outra personalidade bastante diferente daquela que você mesmo tem certeza de que você é. — Gopi Krishna

A meditação em si, não é o Caminho. O Caminho é o CONTATO! A meditação apenas serve de meio para atingirmos o silêncio interior, onde o CONTATO é feito. — Joel S. Goldsmith

"Senhor, como uma ovelha perdida que anda de um lado para outro, procurando o caminho, também eu te procurava no exterior, quando Tu estavas em mim... Percorri ruas e praças da cidade deste mundo, buscando-Te sempre... e não Te encontrei porque em vão procurava fora o que estava dentro de mim." - Agostinho

"A paz que você procura está no silêncio que você não faz"

"Melhor seria viver apenas um único dia no aperfeiçoamento de uma boa vida em meditação do que viver cem anos de forma má e com uma mente indisciplinada.

Melhor seria viver apenas um único dia na busca do entendimento e da meditação do que viver cem anos na ignorância e na imoderação.

Melhor seria viver apenas um único dia no começo de um diligente esforço do que viver cem anos na indolência e inércia.

Melhor seria viver apenas um único dia pensando na origem e na cessação do que é composto do que viver cem anos sem pensar em tal origem e cessação.

Melhor seria viver apenas um único dia na percepção do estado Imortal do que viver cem anos sem tal percepção.

Melhor seria viver apenas um único dia conhecendo a Doutrina Excelsa do que viver cem anos sem conhecer a Doutrina Excelsa". — O Buda, dos DHARMMAPADA

Velai incessantemente para que não haja em vosso coração nenhum pensamento, nem insensato, nem sensato: não tardareis a reconhecer os estrangeiros, isto é, os primogênitos dos egípcios. — Hesíquio, o Sinaíta (Século VIII)